Após quase duas semanas fechado, Armazém volta a atender produtores em Muzambinho
Muitos produtores madrugaram na fila esperando atendimento e, logo pela manhã, eles começaram a ser atendidos de forma individual. A empresa passou a distribuir senhas e disse que irá atender 30 cafeicultores por dia. Até por volta de meio-dia desta quinta-feira, apenas 13 produtores tinham sido atendidos.
O próprio dono conversou com cada um dos produtores e disse que os pagamentos serão feitos em juízo, mas não deu um prazo para os pagamentos e não explicou como ele será feito.
Pelo menos 300 produtores procuraram dois sindicatos para um levantamento de quantas sacas de café existiam no armazém.
"O sindicato ajuizou nesta manhã uma ação pedindo a documentação do produtor que comprova através das notas fiscais de remessa e venda desse café e também o bloqueio das sacas de café que estão juntas ao armazém", disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares, Cleber Marcon
O dono da empresa, Claudinei Monteveli, não quis dar entrevista. Ele prometeu enviar um vídeo dando esclarecimentos sobre o caso, mas até a publicação desta reportagem, o material não havia chegado.
O impasse
No dia 31 de agosto, alguns produtores chegaram a ser recebidos pelo proprietário, que disse que o problema estava na emissão de notas fiscais e por isso os valores não tinham sido pagos.
Produtores de outras cidades também estão preocupados com a suspensão de pagamentos da empresa. Além de Muzambinho, ela também atua em Cabo Verde e Botelhos. No entanto, a situação é um pouco mais controlada nessas duas cidades.
Produtores de Botelhos estiveram em frente à sede da empresa na cidade para buscar mais informações sobre o que está acontecendo. A Polícia Militar acompanhou a conversa e um funcionário da empresa também falou com os produtores.
Já em Cabo Verde, a empresa continuava de portas abertas, mas apenas para receber os produtores, não há negociação.
A Grão Verde divulgou uma nota em que afirma que sofreu com os impactos da pandemia e que não vai medir esforços para pagar todas as pessoas, colocando até mesmo o patrimônio físico e jurídico dos acionistas para salvar as dívidas. (G1)